Porciúncula escreve um novo capítulo de sua história com a criação da Academia Porciunculense de Letras, Artes e Cultura
- Joel Antonio Bernardes dos Reis Reis

- há 3 horas
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Instituição nasce para preservar a memória, incentivar a produção intelectual e valorizar os protagonistas da cultura porciunculense

A noite do dia 2 de julho de 2026 entrou definitivamente para a história de Porciúncula. Reunidos no Centro Cultural Dr. Edésio Barbosa da Silva, no Espaço Cultural Conceição Schuwartz Vieira, escritores, pesquisadores, professores, artistas, músicos, comunicadores e agentes culturais participaram da Assembleia Geral de Fundação da Academia Porciunculense de Letras, Artes e Cultura (APLAc), primeira instituição do gênero criada no município. A Assembleia foi presidida pelo historiador Vitor José de Araújo Cunha, idealizador e coordenador da implantação da Academia, tendo como secretário dos trabalhos o acadêmico fundador Riandro Petrucci Pireda.
A solenidade teve início com um minuto de silêncio em homenagem à professora e poetisa Ivone dos Santos Guimarães, cuja sugestão para a criação de uma Academia de Letras em Porciúncula, serviu de inspiração para a concretização do projeto. Na ocasião, os presentes apreciaram e aprovaram o Estatuto Social da Academia, o Quadro Permanente de Cadeiras Acadêmicas, a relação dos patronos e patronesses da instituição, bem como a primeira Diretoria e o Conselho Fiscal.
Em seu pronunciamento, o Presidente da Assembleia e idealizador da APLAC, Vitor José, destacou o significado histórico da criação da entidade e relembrou todo o processo que culminou em sua fundação. Segundo ele, a Academia nasceu a partir de um trabalho desenvolvido de forma pública, transparente e participativa, cuja intenção de criação foi amplamente divulgada por meio de suas redes sociais e do jornal O Giro, possibilitando ampla participação da sociedade em todas as etapas de implantação do projeto. "Hoje não fundamos apenas uma Academia. Estamos instituindo um espaço permanente de preservação da memória, de valorização da nossa identidade e de incentivo à produção intelectual e artística de Porciúncula. Esta Academia nasce para honrar aqueles que construíram a nossa história e, ao mesmo tempo, abrir caminhos para as futuras gerações. Tenho a alegria e a honra de ter conduzido todo o processo de sua implantação, mas esta conquista não pertence a uma única pessoa. Ela é fruto da união de todos aqueles que acreditaram neste sonho e decidiram caminhar juntos para fortalecer a cultura do nosso município”, afirmou Vitor José.
A APLAC nasce com a missão de incentivar a literatura, promover pesquisas, preservar a memória histórica, estimular as diversas manifestações artísticas e reconhecer homens e mulheres que contribuíram para o desenvolvimento cultural de Porciúncula, tornando-se uma instituição permanente voltada à valorização do patrimônio material e imaterial do município.
A APLAC foi instituída com quarenta cadeiras acadêmicas, cada uma dedicada à memória de uma personalidade que deixou relevantes contribuições para a história, a educação, a cultura, a literatura, as artes e a vida pública de Porciúncula. Na solenidade de fundação, foram providas 25 das 40 cadeiras, ocupadas pelos 25 Acadêmicos Fundadores, sendo 15 homens e 10 mulheres, que passam a integrar o quadro inicial da instituição e a escrever os primeiros capítulos da história da APLAC.
A Cadeira nº 1 tem como patrono Dr. Leopoldo Muylaert Júnior e é ocupada por Vitor José de Araújo Cunha.A Cadeira nº 2 homenageia Adriana Amélia Pinto Coutinho, sendo ocupada por Luana Pereira Coutinho.A Cadeira nº 3 tem como patrono Francisco Calafate, sendo ocupada por Rudyerd Gonçalves Aparecido Lourenço Hungaro Reis.A Cadeira nº 4 homenageia Eunice das Neves Ferreira (Nice), sendo ocupada por Maria Heloisa de Souza Gomes.A Cadeira nº 5 tem como patronesse a Professora Maria Helena Gonçalves, sendo ocupada por Márian Lima Coutinho.A Cadeira nº 6 homenageia o Professor Gilmar Araújo Alvim, tendo como ocupante Dayane de Barros Mazotto.A Cadeira nº 7 tem como patrono João Bello de Oliveira Filho, sendo ocupada por Juliano Cézar Bernardo Oliveira.A Cadeira nº 8 é dedicada à Professora Elza Vieira Monteiro, tendo como ocupante Silvialene Lourenço Baptista.A Cadeira nº 9 homenageia o Professor Luiz Lontra, sendo ocupada por Riandro Petrucci Pireda.A Cadeira nº 10 tem como patrono José da Luz Campos, sendo ocupada por Guilherme da Silva Fernandes.A Cadeira nº 11 tem como patronesse a Professora Ângela Maria Gripe, sendo ocupada por Doracineia Correa Dutra.A Cadeira nº 12 homenageia Dr. Edésio Barbosa da Silva, tendo como ocupante Ivana Machado de Paula.A Cadeira nº 13 é dedicada a Ernandes Fortunato (Léo Casadinho), sendo ocupada por Wallace Paulo Oliveira da Silva.A Cadeira nº 14 tem como patrono Michel Tannus, sendo ocupada por Ronaldo Felicíssimo de Carvalho.A Cadeira nº 15 homenageia o Professor Geraldo Gonçalves, tendo como ocupante Filipi Muniz de Araújo Miranda.A Cadeira nº 16 tem como patrono Eugênio de Proença Sigoud, sendo ocupada por Ricardi de Paula Andrade.A Cadeira nº 17 é dedicada a Darlan Daniel, sendo ocupada por Saulo Araújo Calzolari.A Cadeira nº 18 homenageia Manoel Duarte Coutinho, tendo como ocupante Lívia Coutinho Ribeiro.A Cadeira nº 19 tem como patrono Dr. Antônio Jogaib, sendo ocupada por Magno Brazolino de Almeida.A Cadeira nº 20 é dedicada a Iucif Salim Assad, sendo ocupada por Altair José de Oliveira.A Cadeira nº 21 homenageia Sebastiana Rosa Purificada "Bastianinha", tendo como ocupante Catiane D'Áura.A Cadeira nº 22 tem como patrono Salvador José Fernandes, sendo ocupada por Joel Antonio Bernardes dos Reis.A Cadeira nº 23 homenageia Alexandre Marie Bréthel, sendo ocupada por Reinaldo Antônio Furtado.A Cadeira nº 24 é dedicada a Antônio Chaves Sobrinho, sendo ocupada por Joel Telles Martins.A Cadeira nº 25 tem como patrono Gérzio Barreto Calzolari, tendo como ocupante Etiene Moreira Rocha Calzolari.
As demais cadeiras permanecem instituídas e homenageiam Monsenhor Lamar Barreto Calzolari (Cadeira nº 26), Martimiano Alves Ribeiro (27), Alvarino da Conceição (28), Isabel Maria da Conceição “Dona Bela” (29), Graziel Ferreira da Silva (30), José Antônio Campos (31), a poetisa Manira Salles (32), o deputado Acyr Medeiros (33), o poeta Theodoro de Castro Filho (34), Coronel Gonçalves de Lessa Vieira (35), Coronel Elmano Peres Moreira (Coronel Maneco) (36), Nilo Bréthel (37), o deputado Carlos Pinto Filho (38), Eloy Vieira Lannes (39) e a professora Ivone dos Santos Guimarães (40).
Durante a Assembleia também foi eleita e empossada a primeira Diretoria da Academia Porciunculense de Letras, Artes e Cultura para o mandato de 2 de julho de 2026 a 31 de dezembro de 2027, tendo como presidente Vitor José de Araújo Cunha; vice-presidente, Reinaldo José Furtado; secretário-geral, Riandro Petrucci Pireda; segundo secretário, Joel Antônio Bernardes dos Reis; tesoureiro, Filipi Muniz de Araújo; segunda tesoureira, Doracineia Correa Dutra; diretor cultural, Juliano Cézar Bernardo Oliveira; diretor de Patrimônio, Memória e Pesquisa, Altair José de Oliveira; e diretor de Comunicação e Relações Institucionais, Guilherme da Silva Fernandes. Na mesma ocasião, foi constituído o Conselho Fiscal, composto pelos membros titulares Ronaldo Felicíssimo de Carvalho, Dayane de Barros Mazotto e Ivana Machado de Paula, tendo como suplente Rudyerd Gonçalves Aparecido Lourenço Hungaro Reis.
Ao final da Assembleia, a Diretoria informou que as quinze cadeiras ainda vagas serão preenchidas por meio de edital público a ser divulgado nos próximos meses, podendo os interessados apresentar suas candidaturas acompanhadas da documentação prevista no Estatuto Social da Academia. Após a análise dos requisitos estabelecidos, os candidatos serão submetidos à apreciação do plenário acadêmico, assegurando um processo transparente e democrático de ingresso na instituição. Com sua fundação, a Academia Porciunculense de Letras, Artes e Cultura inicia sua trajetória como guardiã da memória, promotora da produção intelectual e espaço permanente de valorização da identidade cultural de Porciúncula, consolidando um sonho coletivo que passa a integrar, de forma definitiva, a história do município.
Acadêmico Guilherme da Silva Fernandes
Diretor de Comunicação e Relações Institucionais
APLAC




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